Tecnologia e longevidade

Ao longo da história, centenas e milhares de descobertas impactaram no desenvolvimento da humanidade, assim como a partir do século XX o desenvolvimento tecnológico imprimiu à sociedade moderna um conjunto de avanços nunca antes imaginado. Pesquisadores das ciências genéticas, por exemplo, não hesitam em afirmar que a imortalidade não será mais uma ficção, dentro de cem anos.

Previsões à parte, fato é que a tecnologia vem contribuindo, de forma acelerada, para uma relação quase simbiótica, entre pessoas e máquinas. O físico Stephen Hawking é um exemplo vivo deste fenômeno, que está se tornando irreversível a cada dia que passa. A tecnologia vem se constituindo num aliado qualificado para todos  nós, em especial para os portadores de deficiência e pela população acima dos 60 anos.

O mundo tem mais 900 milhões de pessoas nessa faixa etária e, segundo estimativas da ONU, esse número vai chegar a 1,4 bilhão até 2050. Não é por acaso que muitas nações já são classificadas como ‘países de idosos’. Isso ocorre quando o percentual de pessoas acima dos 60 anos é maior que o percentual até 15 anos de idade. A se manter a tendência atual, onde a expectativa de vida cresce enquanto a natalidade decresce, o Brasil será em breve um desses países.

Hoje, a longevidade já exerce um forte impacto na nossa economia, que só tende a se acentuar, ou seja: vamos viver mais tempo e, por conta disso, precisamos cuidar da saúde e ter acesso a emprego e renda para sobreviver aos 30 ou 40 anos que ainda temos pela frente.

Neste cenário, a tecnologia pode ser, não apenas um aliado funcional, mas também profissional, pois muitas pessoas nessa faixa etária ainda têm competências produtivas que podem ser incorporadas por empresas, seja ocupando postos físicos de trabalho seja operando num home-office.

É sempre bom lembrar que as decisões e as ideias que mais impactam nosso planeta são tomadas por pessoas com mais de 50 anos, exceção feita a alguns empreendedores da era digital. Portanto, é bom que os governos e as empresas comecem a refletir sobre o novo espaço que deve ser destinado à Geração Sênior, pois ele poderá ser ocupado pacificamente ou na marra, se necessário.

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