Foto: FlashDay 60+

Tatuagem: apaixonados 50+

Antigamente, a tatuagem era uma expressão artística que estava ligada diretamente ao comportamento rebelde dos jovens e dos mais desajustados. Quem optava por ter vários desenhos pelo corpo sofria até preconceito no mercado de trabalho. Mas, com o tempo a tatuagem ganhou mais e mais adesões e rompeu barreiras, inclusive a da idade.

A dona de casa Rosa Maria Lima fez sua primeira tatuagem aos 65 anos de idade. “Meus pais nunca deixaram, era meu sonho. Não existe idade pra isso. Eu não sou velha, faço de tudo”, conta Rosa que agora tem uma rosa tatuada nas costas.

 Foto: FlashDay 60+

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Tattoo é coisa de maluco? Coisa de jovem? “Esses conceitos não fazem parte do meu repertório”, conta o arquiteto Roberto Teixeira Campos, 56 anos, que exibe nove tatuagens e já está pensando na próxima.

Foto: Marcos Piffer

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Também professor de Educação Física, Roberto fala que o preconceito sempre existiu, mas há uma mudança no ar. “As pessoas evoluíram e a tatuagem também. Tornaram-se obras de arte.”

Em entrevista a revista ISTOÉ, o proprietário da Kiko Tattoo, Alexandre Rodrigues, conta que o tempo fez com que os processos de tatuagem evoluíssem. Houve avanços e amadurecimento e hoje o procedimento é menos arriscado e menos doloroso.

“Não tem idade pra fazer tatuagem”, destaca Alzira do Carmo que já tinha tatuado nos braços o nome da filha e do genro e, no pescoço, três estrelas, quando, aos 51 anos, decidiu fazer uma flor e rosário.

 Foto: FlashDay 60+

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“Embora a busca maior por tatuagem seja dos jovens, hoje é muito comum receber clientes com mais de 50 anos”, conta o tatuador José Luiz. E, como é natural, a pele dos mais maduros já é mais sensível e exige  cuidados especiais.

O primeiro passo é a consulta com um dermatologista. Só ele poderá analisar se existe algum tipo de doença na pele ou risco de alergias. Pela  dificuldade um pouco maior de cicatrização do púbico maduro, é importante escolher cautelosamente a área da tatuagem, a fim de evitar pontos nos quais a pele está mais flácida ou com maior exposição ao sol. O objetivo é preservar ao máximo o desenho. Depois do procedimento, o mais indicado é usar pomadas específicas para cada tipo de pele, além de sabão antibacteriano, protetor solar e hidratante para uma melhor recuperação.

E aí? Vai encarar? A equipe do #ViverAgora dá a maior força!

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