Viver Agora Recolocação no mercado para quem passou dos 50

Recolocação no mercado para quem passou dos 50

Experiência é diferencial que deve ser explorado

Após vários anos de dedicação, muitos profissionais são dispensados ou escolhem mudar de emprego e enfrentam o desafio de procurar novas oportunidades. O ViverAgora foi atrás de dicas que podem ajudar nessa jornada.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro de 2016 a porcentagem de pessoas ocupadas acima de 50 anos era de apenas 26,6% nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 

José Roberto Marques, presidente do IBC

Mas para José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), “a população acima dos 50 anos tem conseguido mostrar sua importância e, com o aumento da expectativa de vida da população, essas estatísticas podem mudar”.

Segundo a gerente de Recursos Humanos da Infojobs, Kira Kimura, o cenário tem mudado nos últimos anos. “Até mesmo pelo perfil da geração Y e Z, muitas empresas vêm optando por profissionais que buscam estabilidade, que conseguem se adaptar a contextos de maior estresse e essa é uma realidade das pessoas com maior idade”, diz.

“Hoje existem muitas empresas que vêm trocando o perfil de seus funcionários por acreditar que a adaptação de um profissional com maior idade pode atender melhor suas necessidades em relação a atendimento de clientes, por exemplo”, explica.

Para Marques, “em alguns casos, a recolocação no mercado de trabalho após os 50 anos é verdadeiramente mais desafiadora, mas o nível de dificuldade vai depender do setor que ela pretende operar”. Kimura completa que “existem profissões, inclusive, em que ter mais idade auxilia no sucesso e na visão como profissional, como por exemplo cargos de consultor, coach ou mesmo em áreas técnicas”.

Dicas

Se você está procurando ou pensando em procurar um novo emprego, lembre-se do que é mais importante na hora da entrevista: mostrar seu diferencial para aquela vaga.

De acordo com Marques, “mostrar que é competente e que sabe trabalhar em grupo, ou que é organizado demais, não vai chamar a atenção de um entrevistador”. “É preciso muito mais que isso, é preciso apostar na bagagem de experiência e na capacidade de lidar com desafios e crises”, destaca.

Essa bagagem extra de quem já vivenciou muitas situações pode ser valorosa numa empresa. “Essas pessoas conseguem lidar com situações de uma maneira mais branda e perspicaz, o que poderia não acontecer se uma pessoa mais jovem e sem muita experiência estivesse em seu lugar, por exemplo. De certa forma, dependendo da área de atuação do profissional, ele conseguirá trazer muito mais benefícios à empresa do que um profissional recém-ingressado no mercado de trabalho.”, explica o coach.

Também é importante se manter atualizado para não perder oportunidades. Para a gerente de RH, “atualização é a melhor dica e ter em mente que a grande bagagem que possui não é determinante para um retorno positivo em um processo seletivo, é preciso se atualizar e entender que podemos aprender sempre, nos colocando disponíveis e abertos para isso”.

Kimura finaliza destacando que não há um comportamento único que deve ser seguido em uma entrevista, “existe o profissional certo para a empresa certa”.

Kira Kimura, gerente de Recursos Humanos da Infojobs

3 respostas
  1. Mônica P Ribeiro says:

    Boa noite!
    Vocês entram em contato com os candidatos? Como funciona?
    Conheço 2 pessoas que se cadastraram e não tiveram nenhum retorno nem feedback.

    Responder

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