Público maduro quer ver sua cara nas campanhas publicitárias

Pesquisas indicam que o público 60+ acredita que as empresas não estão preparadas para a longevidade.

A partir dos 50, 60 anos, é comum encontrar pessoas que não se sentem acolhidas ou representadas pela sociedade. Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país, 67% dos idosos são os responsáveis pelas decisões sobre as compras que fazem e três em cada dez (34%) sentem falta de produtos para a terceira idade.

Questionados sobre as empresas e pontos de venda, também há melhorias que precisam ser feitas para 70% dos entrevistados. Eles citam como prioridade o bom atendimento (37%), rótulos mais fáceis de serem lidos (34%), bancos para descanso (29%) e sinalizações com letras maiores (27%) são as mais mencionadas.

Outro estudo desenvolvido pelas áreas de inteligência de mercado do marketing e de pesquisa da Globo, o “Mais Idade”, determinou que 52% dos entrevistados sentem dificuldades para encontrar produtos que atendam suas necessidades. Entre os principais nichos de interesse estão o de vestuário (56%), alimentos (40%), turismo (36%), beleza e higiene pessoal (27%), e escolas de idiomas (22%). Além disso, 72% afirmaram que as empresas não estão preparadas para a longevidade.

Em alguns países da Europa, algumas empresas começam a virar esse jogo. Um exemplo é a campanha lançada pelo aplicativo de relacionamento britânico Lumen para promover um debate sobre o ageismo, o preconceito contra a pessoa idosa. São peças que mostram os idosos como pessoas ativas, de bem com a vida e prontas para novos relacionamentos.

“O fato de que quase nove em 10 pessoas 50+ pensam que anúncios destinados a eles precisam de mudanças deveria ser um alerta real às indústrias sobre o “ageismo diário” ao redor de nós. Não apenas é um caso de não representatividade, mas muitas imagens editadas estão fazendo os idosos sentirem que não está tudo bem serem eles mesmos”, afirma Charly Lester, CMO e fundadora da Lumen.

A empresa afirmou que a campanha reflete os desejos reais dos 50+, e uma pesquisa própria indicou que 86% dos entrevistados gostariam de mudanças em campanhas destinadas a eles. #Ficaadica.

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