Poderosos 50+: Meryl Streep

Poderosos 50+: Meryl Streep

Perto dos 70 anos, ela é uma das mulheres mais admiradas e poderosas da indústria cinematográfica.

Quem tem mais de 50 anos lembra-se bem do início da carreira de  Meryl Streep. Com cabelos mais compridos, rosto enigmático e hipnotizante, ela arrebata em “Manhattan”, de Woody Allen, e no polêmico “Franco Atirador”, de Michael Cimino no finalzinho dos anos 1970. O mundo todo já estava apaixonado por ela. Em 1980, Meryl conquista seu primeiro Oscar pela participação em “Kramer x Kramer”, ao lado de Dustin Hoffman.

E, claro, não para mais de fazer sucesso, recriar sotaques com perfeição, vestir a pele de personagens, famosas ou não, que a partir do seu toque ficam inesquecíveis. Ao longo de seus 50 anos de carreira, Streep consagrou-se no posto de “melhor atriz de sua geração” e, não por acaso, foi  indicada pela 21ª vez ao Oscar por sua atuação em “The Post – A guerra secreta”, batendo seu próprio recorde de indicações na premiação mais prestigiada do cinema.

Essa atriz impressionante tem na bagagem mais de 80 atuações em filmes e minisséries, nove Globos de Ouro, três Emmys e três Oscars (até agora!) e muitos novos projetos em andamento. Ela vai voltar à TV (“The Big Little Lies”, segunda temporada) e já rodou sua participação na sequência de “Mamma Mia!” e no filme “A Volta de Mary Poppins”.

A jovem americana, de New Jersey, estudou desde os 12 anos de idade para ser uma cantora de ópera, mas foi tocada pelo teatro na faculdade e não parou mais. Como atriz é um exemplo de dedicação extrema com um toque de perfeccionismo. Para atuar no filme “A Música do Coração” (1982), ela aprendeu a tocar violino, praticando seis horas por dias durante oito semanas!

Mãe de quatro filhos, Streep também tem força fora das telas. Ela sabe o poder da sua voz e ação. Apoia e defende entidades de defesa dos direitos da mulher e revelou, recentemente, que amou interpretar a personagem principal de “The Post”, Katharine Graham, porque o filme tem como tema central a pauta do dia: o feminismo.

“ Comandar uma empresa, ser dona de jornal depois do baque do suicídio do marido e bater de frente com um secretário de Defesa que frequentava suas festas não era exatamente o que se esperava de uma mulher da sociedade. Preste atenção nas cenas em locais públicos, como a Corte ou a Bolsa de Valores em Nova York. Katharine está cercada de homens. As mulheres estão, inevitavelmente, do lado de fora, excluídas — enfatiza a atriz. Meryl quer continuar lutando contra a exclusão e promete bons e novos embates, dentro e fora das telas. Sorte nossa!

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