Pets são os melhores amigos dos 50+?

Especialista conta tudo que queremos saber sobre bichos de estimação

Cães e gatos são grandes companheiros em qualquer fase da vida. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que temos 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos domésticos. Esses dados de 2013 correspondem a 44,3% dos lares com pelo menos um cão e 17,7% com ao menos um gato.

E essa não é a realidade só do Brasil. No mundo todo os animais de estimação são há muito tempo companheiros para toda a vida! Mas e depois dos 50, é bom ter um pet em casa?

A American Heart Association concluiu que ter um cachorro diminui o risco cardíaco por aumentar a atividade física, ajudar a reduzir a pressão arterial e o colesterol, e a lidar com o estresse.

A adestradora da Cão Cidadão, Fernanda Araújo, concorda que “a saúde mental e física pode, sim, melhorar com a chegada de um pet”. “Um cão, por exemplo, pode estimular seu tutor a fazer caminhadas diárias e a se mover mais em casa com brincadeiras, e um gato também a título de exemplo, pode ser um incrível companheiro, preenchendo o campo afetivo e aumentando a saúde mental do tutor”, explica.

Para os 50+, que podem estar passando por situações como a saída dos filhos de casa, a diminuição do ritmo de trabalho, “os animais de estimação podem ser ótimos aliados para que essa fase de transição e mudança aconteça da forma mais saudável e feliz possível, pois são companhias agradáveis e que demandam atenção, cuidado e atividades”, diz Fernanda.

Se você já tem um animalzinho, não descuide dele na correria do dia a dia! Leve-o para passear ou brinque com ele em casa, e faça bastante carinho. E se você ainda não tem, a adestradora dá algumas dicas para procurar um pet. “O animal ideal é sempre o animal que é compatível com seu perfil, assim tanto um cão quanto um gato podem ser ideais”, explica.

  • Se o tutor estiver desacelerando o ritmo de vida, o melhor é procurar um animal mais tranquilo, assim, se for realizar uma adoção, vale a pena conversar com os protetores da entidade e/ou ONG para compreender o temperamento do pet;
  • Se o desejo for de comprar algum animal de raça, vale pesquisar bastante sobre as características dela. É importante não pegar um animal apenas por sua beleza estética, pois o temperamento aqui é o que devemos prezar mais.

Fernanda Araújo com a cadelinha mais famosa da Cão Cidadão, Estopinha

E o que é melhor? Adotar um adulto ou procurar um filhote? “A questão do perfil pessoal faz bastante diferença nessa escolha. No entanto, um cão adulto já terá passado da fase de atenção e cuidado constante, não sentirá necessidade de roer objetos, dar mordidas, fazer necessidades em qualquer local e outros comportamentos típicos de filhotinhos”, explica Fernanda.

“Dessa forma, se a intenção do tutor acima dos 50 anos é uma companhia para um momento mais tranquilo da vida, um animal adulto pode ser o mais adequado.”, destaca.

Mas ter um pet não é para qualquer um. Pense bem antes de adotar ou comprar, pois esse é um verdadeiro “até que a morte nos separe”. “Quando a pessoa que deseja um animal avaliar a própria rotina e perceber que não conseguirá suprir todas as demandas de um cão ou de um gato, como tempo, educação geral, higiene, veterinário, alimentação etc, é melhor desistir”, diz a adestradora.

“É sempre bom se auto avaliar e perceber se um animal, mesmo que você os ame, cabe na sua vida naquele momento”, conclui Fernanda. Por isso pense bem, avalie e, se for o caso, tenha um companheiro de vida!

E dê preferência à adoção de animais. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que no Brasil há 30 milhões de animais abandonados. Muitas ONGs e feiras de adoção são feitas em diversas localidades, procure!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *