Pesquisa mostra que brasileiro busca a longevidade saudável Viver Agora

Pesquisa mostra que brasileiro busca a longevidade saudável

Uma pesquisa realizada no mês passado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com o laboratório Apsen, identificou como os brasileiros enxergam a longevidade e quais são as suas expectativas para a vida após os 60 anos. O estudo entrevistou 836 pessoas, com faixa etária entre 35 e 65 anos.

As atividades preferidas apontadas foram viajar (62%), ir ao cinema ou teatro (55%) e caminhar ou praticar esportes (52%). Quando questionados sobre o que representa alcançar felicidade e bem estar, “ser saudável” foi a resposta mais recorrente (40%), seguida de realização pessoal (15%) e fazer coisas ou frequentar lugares que gosta (13%).

Entre os participantes, 69% não concordam que alguém com 60 anos seja considerado idoso, 46% consideram que uma pessoa é idosa quando está na faixa etária entre os 61 e 70 anos, 26% acreditam que, já aos 60 anos, uma pessoa pode ser considerada idosa, e 19% afirma que a terceira idade está entre os 71 e 80 anos.

“Com o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população de idosos, a manutenção da saúde para garantir autonomia nessa fase ganha atenção especial. O cuidado com a saúde óssea é amplamente explorado”, diz Myrian Spinola Najas, nutricionista, diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) e professora da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Unifesp.

Pesquisa mostra que brasileiro busca a longevidade saudável Viver Agora

Entre os que praticam algum tipo de atividade física, 38% se exercitam de vez em quando, 29% praticam de 2 a 3 vezes na semana e 11% mais de 3 vezes por semana. Imagem: Reprodução
Apenas 7% já ouviram falar do termo ‘sarcopenia’ e, entre esses, 88% sabem que é relacionada à perda muscular, 5% ao cansaço do envelhecimento, 5% acreditam que é um tipo de distrofia e 2% acham que é a perda do movimento. Para a maioria dos entrevistados, a absorção de nutrientes está mais relacionada com alimentação do que com suplementação.

“Quando se fala em músculos, as pessoas têm dificuldade em associá-los à mobilidade. É importante tratar ossos e músculos como um conjunto que deve funcionar de maneira integrada em prol da funcionalidade global de locomoção do indivíduo”, ressalta a especialista.

Com o avanço da idade, cerca de um terço da massa muscular é perdida, quadro que pode ser agravado pelo sedentarismo e alimentação inadequada. Um ponto positivo apontado pela pesquisa é que a atividade física moderada acompanha o estilo de vida com o passar dos anos.

Apenas 22% dos entrevistados se consideram sedentários. Entre os que praticam algum tipo de atividade física, 38% se exercitam de vez em quando, 29% praticam de 2 a 3 vezes na semana e 11% mais de 3 vezes por semana.

Pesquisa mostra que brasileiro busca a longevidade saudável Viver Agora

Uma pesquisa realizada no mês passado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com o laboratório Apsen, identificou como os brasileiros enxergam a longevidade e quais são as suas expectativas para a vida após os 60 anos. O estudo entrevistou 836 pessoas, com faixa etária entre 35 e 65 anos.

As atividades preferidas apontadas foram viajar (62%), ir ao cinema ou teatro (55%) e caminhar ou praticar esportes (52%). Quando questionados sobre o que representa alcançar felicidade e bem estar, “ser saudável” foi a resposta mais recorrente (40%), seguida de realização pessoal (15%) e fazer coisas ou frequentar lugares que gosta (13%).

Entre os participantes, 69% não concordam que alguém com 60 anos seja considerado idoso, 46% consideram que uma pessoa é idosa quando está na faixa etária entre os 61 e 70 anos, 26% acreditam que, já aos 60 anos, uma pessoa pode ser considerada idosa, e 19% afirma que a terceira idade está entre os 71 e 80 anos.

“Com o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população de idosos, a manutenção da saúde para garantir autonomia nessa fase ganha atenção especial. O cuidado com a saúde óssea é amplamente explorado”, diz Myrian Spinola Najas, nutricionista, diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) e professora da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Unifesp.

Entre os que praticam algum tipo de atividade física, 38% se exercitam de vez em quando, 29% praticam de 2 a 3 vezes na semana e 11% mais de 3 vezes por semana. Imagem: Reprodução

Apenas 7% já ouviram falar do termo ‘sarcopenia’ e, entre esses, 88% sabem que é relacionada à perda muscular, 5% ao cansaço do envelhecimento, 5% acreditam que é um tipo de distrofia e 2% acham que é a perda do movimento. Para a maioria dos entrevistados, a absorção de nutrientes está mais relacionada com alimentação do que com suplementação.

“Quando se fala em músculos, as pessoas têm dificuldade em associá-los à mobilidade. É importante tratar ossos e músculos como um conjunto que deve funcionar de maneira integrada em prol da funcionalidade global de locomoção do indivíduo”, ressalta a especialista.

Com o avanço da idade, cerca de um terço da massa muscular é perdida, quadro que pode ser agravado pelo sedentarismo e alimentação inadequada. Um ponto positivo apontado pela pesquisa é que a atividade física moderada acompanha o estilo de vida com o passar dos anos.

Apenas 22% dos entrevistados se consideram sedentários. Entre os que praticam algum tipo de atividade física, 38% se exercitam de vez em quando, 29% praticam de 2 a 3 vezes na semana e 11% mais de 3 vezes por semana.

Ser uma pessoa saudável é sinal de felicidade e bem-estar para 40% dos entrevistados, seguido de realização pessoal (15%) e fazer coisas que gosta ou frequentar lugares que gosta (13%). Imagem: Reprodução
Ser uma pessoa saudável é sinal de felicidade e bem-estar para 40% dos entrevistados, seguido de realização pessoal (15%) e fazer coisas que gosta ou frequentar lugares que gosta (13%). Imagem: Reprodução
A percepção sobre a perda muscular geralmente é tardia, não ocorre preventivamente: 79% dos entrevistados não notaram diminuição de massa muscular nas coxas e nos braços nos últimos cinco anos.

Os sintomas são comumente associados à falta de vitaminas, energia e ao ‘cansaço típico da idade’. A flacidez e as limitações de mobilidade, sinais bastante característicos da perda muscular, também não são comumente relacionados a essa condição.

“É comum que as pessoas notem os músculos apenas quando eles aparecem. No entanto, quando começam a desaparecer é preciso estar alerta. Especialmente quando a mobilidade surge como condição de extrema importância, uma vez que está diretamente associada à liberdade, prazer e lazer”, afirma o médico geriatra João Toniolo Neto, diretor do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) e professor da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Unifesp.

Confira abaixo os detalhes da Pesquisa Comportamental sobre Força Muscular, desenvolvida pela Unifesp, com o apoio do laboratório Apsen (Novembro, 2016)

FICHA TÉCNICA:
– População: 836 entrevistados
Margem de erro 3,4% para mais ou para menos, no intervalo de confiança de 95,5%

Localidades:
17 capitais brasileiras:
Belo Horizonte
Brasília
Curitiba
Florianópolis
Fortaleza
Goiânia
Porto Alegre
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo
Rio Branco
Macapá
Porto Velho
Manaus
Belém
Palmas

Faixa Etária:
50% – entre os 35 e 49 anos
30% – entre os 50 e 64 anos
20% – mais de 65 anos

Sexo:
42% mulheres
58% homens

Perfil da amostra: quem são e como vivem
64% estão casados
20% solteiros
16% separados ou viúvos
25% não têm filhos
55% têm 1 ou 2 filhos
25% têm mais de 3 filhos
86% trabalham
14% estão aposentados

DESTAQUES
– Bem-estar: Viajar é a principal atividade de lazer e que agrada a mais da metade das pessoas de todas as faixas etárias (62%), seguida de outras atividades externas como frequentar o cinema, teatro e shows (55%) e passear ao ar livre (52%). Praticar yoga/pilates/ginástica e cuidar do jardim são mais frequentes entre os entrevistados na faixa etária dos 50 aos 64 anos (31%) e 65 anos ou mais (27%) contra 16% das pessoas de 35 a 49 anos.

Ser uma pessoa saudável é sinal de felicidade e bem-estar para 40% dos entrevistados, seguido de realização pessoal (15%) e fazer coisas que gosta ou frequentar lugares que gosta (13%).

Para os que têm mais de 65 anos, uma vida regular e a vitalidade são a chave para a felicidade e o bem-estar. Já para os mais jovens, aspectos financeiros e trabalhar no que gosta, além do sucesso, são os principais fatores para se alcançar uma vida feliz.

No geral, os entrevistados desejam ser reconhecidos por sua inteligência (72%) e personalidade (70%), seguido de aspectos físicos como disposição e vitalidade (61%). Entre os que se encontram na idade intermediária, a preocupação com a chegada da terceira idade impacta também em como eles querem ser vistos pelos outros, implicando em uma maior importância dada à imagem que passam de sua vitalidade e sensualidade. Já entre os mais velhos, além da personalidade, eles desejam transmitir uma imagem positiva com relação à sua vitalidade e disposição.

Envelhecimento – Grande parte dos participantes da pesquisa (69%) não concordam que alguém com 60 anos seja considerado idoso – 46% dos entrevistados consideram que uma pessoa é idosa quando está na faixa etária entre os 61 e 70 anos, enquanto 26% acreditam que já aos 60 anos uma pessoa pode ser considerada idosa e 19% que a terceira idade está entre os 71 e 80 anos.

Entre os entrevistados, é praticamente unânime (98%) acreditar que ter um futuro saudável está diretamente ligado ao comportamento com o corpo e a com a mente que se tem hoje.

A principal preocupação com a saúde hoje é o estresse, sendo a resposta de 45% dos entrevistados em todas as faixas etárias, seguida de obesidade (42%) e AVC (38%). A perda muscular é a resposta de 25% dos entrevistados.

As preocupações atuais da faixa etária mais jovem estão voltadas para o estresse, fadiga mental, diabetes e obesidade. Já na faixa intermediária, há uma maior preocupação com a perda de massa muscular e a osteoporose, enquanto que para os que possuem mais de 65 anos, os grandes dilemas referem-se às doenças neurológicas.

No geral, as principais preocupações com a saúde no futuro estão concentradas nas doenças que comprometem a função cerebral, como perda de memória (52%), AVC (51%) e Alzheimer (46%). A preocupação com a perda muscular aparece em 31% das respostas.

Embora a maior parte dos entrevistados diga que em 15 anos será muito importante a ida regular ao médico, a grande maioria alega não visitar ou frequentar apenas se necessário atualmente.

Para 89% dos entrevistados, manter uma alimentação saudável é muito importante para, daqui a 15 anos, mesmo com tecnologias disponíveis, ter uma boa qualidade de vida e saúde. Manter atividade física constante também aparece na maioria das respostas (79%), seguido de controlar os níveis de estresse (79%).

Mobilidade – Para os entrevistados, as três principais características de mobilidade hoje são: locomover-se sem auxílio (61%), ser independente (59%) e conseguir realizar as tarefas cotidianas (50%).

Pessoas com 50 anos ou mais associam a mobilidade com independência para viajar, sair de casa e realizar suas atividades cotidianas.

Aproximadamente 30% das pessoas entrevistadas afirmaram caminhar a mesma quantidade de tempo do que nos cinco anos anteriores. Na faixa de 65 anos ou mais, 32% dos entrevistados afirmaram caminhar menos do que antes, contra 24% dos entrevistados entre 51 e 64 anos e 15% dos entrevistados entre 35 e 50 anos.

Perda Muscular – Embora os exercícios físicos tenham sido indicados como importantes para a manutenção da saúde (51%), a maioria das pessoas alegou ser sedentária (22%) ou realizar atividades físicas raramente (38%). Para pessoas com 50 anos ou mais essas atividades são cada vez mais raras.

Pessoas com até 49 anos relacionam a perda muscular ao cansaço, lentidão, quedas frequentes, fragilidade óssea, caminhada mais lenta e câimbra. Nesta faixa etária notam perda de massa muscular em seu corpo com maior frequência que os mais idosos.

Pessoas com 50 anos ou mais relacionam a perda muscular à lentidão, quedas frequentes, fragilidade óssea, caminhada mais lenta e câimbra.

Na opinião da maioria dos entrevistados, a relação entre fraqueza muscular e idade avançada não é necessariamente direta (60%). A associação entre fraqueza muscular e idade aumenta conforme a idade dos entrevistados: 19% para pessoas com mais de 65 anos contra 12% da média.

Para a maioria dos entrevistados, fraqueza muscular não está diretamente associada com a variação do peso. Apenas 24% afirmam haver relação direta entre peso e fraqueza muscular.

Embora mais de 90% dos entrevistados acreditem que existam tratamentos para perda muscular, apenas 13% afirmaram conhecer o que há disponível hoje.

Os principais tratamentos para perda muscular mencionados foram exercícios físicos (56%), musculação (43%), alimentação adequada (21%) e pilates/RPG/yoga (17%). Suplementação aparece apenas em 9% das menções.

Para a maioria das pessoas a questão da absorção de nutrientes está mais relacionada com alimentação do que com suplementação.

Sarcopenia – Apenas 7% já ouviram falar do termo. Desses, 88% sabem que é relacionada à perda muscular, 5% ao cansaço do envelhecimento, 5% acreditam que é um tipo de distrofia e 2% acham que é a perda do movimento.

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