O segredo da longevidade em um povoado italiano Viver Agora

O segredo da longevidade em um povoado italiano

Pesquisadores estudam o povoado para entender a longevidade de seus morarodes.

O povoado de Acciaroli, na região de Cilento, entre o mar e a montanha ao sul de Salerno, em Campania, na Itália, intrigou cientistas americanos, que passaram vários meses no local para descobrir o segredo de uma longevidade excepcional. Com um total de 700 habitantes, a pequena cidade tem 81 centenários.

Pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, e da Universidade La Sapienza de Roma, chegaram ao povoado na última primavera para estudar o mistério dos moradores locais que desafiam a morte.

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A propensão destes centenários a quase nunca sofrer de doenças cardíacas ou cognitivas, como o mal de Alzheimer, se explicaria pelo fato de que um marcador biológico está pouco presente em seus organismos. Trata¬-se de um vasodilatador chamado adrenomedulina.

“Este marcador sanguíneo está presente de maneira muito menor nos sujeitos estudados, e parece agir como um poderoso fator de proteção, favorecendo um desenvolvimento ótimo da microcirculação”, informaram os pesquisadores.

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O estudo também revelou ‘metabolitos’, pequenas moléculas presentes no organismo que poderiam influenciar positivamente na longevidade e no bem¬ estar dos centenários de Cilento.

Os cientistas vão ampliar o estudo e iniciar uma campanha de arrecadação de fundos para atingir seu objetivo. Além de avançadas análises sanguíneas (DNA, metabolismo, etc), os pesquisadores vão fazer controles cardíacos e neurológicos.

Há interesse especial na alimentação destas pessoas, a famosa dieta mediterrânea (com base em azeite de oliva que elas mesmas produzem), mas também na genética. Os centenários podem ter um gene que consegue extrair as propriedades benéficas de certos produtos consumidos regularmente, como o alecrim, que melhora as capacidades do cérebro.

Entre as 80 pessoas idosas que participaram do estudo, 25 das quais eram centenárias, nenhuma sofria do mal de Alzheimer. Todas praticavam atividade física diariamente, como a pesca, a manutenção de seu jardim ou uma caminhada, neste povoado de ruas íngremes. E muitas destas pessoas mantêm uma atividade sexual. (Fonte: AFP)

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