Mulheres maduras e vitais!

Elas estão em cargos de destaque e ditando moda

Se há algum tempo, as mulheres mais maduras não tinham tanto espaço, hoje elas são admiradas e pioneiras de uma nova imagem de mulher bem-sucedida.

Brigitte Macron, primeira-dama da França é um exemplo. Esposa de Emmanuel Macron, ela é 24 anos mais velha que ele. Por isso, Brigitte quebra dois preconceitos, o de uma mulher de 64 anos ainda ser bonita, elegante e bem-sucedida e o de ser casada com um homem muito mais novo.

Já a chanceler federal alemã, Angela Merkel, é um dos grandes nomes da política mundial atual e, aos 62 anos, mostra o poder de uma mulher madura e toda a sua vitalidade.

Jane Fonda, aos 79 anos, também está totalmente ativa e faz muito sucesso. Na série que protagoniza na Netflix, “Grace and Frankie”, representa uma mulher de 70 anos que não se contenta com a imagem e a vida de aposentada.

Jane Fonda e Lily Tomlin na série da Netflix “Grace and Frankie”

No setor da moda, quem dita o tom são mulheres acima dos 60, como a chefe da editora Condé Nast e editora-chefe da Vogue, Anna Wintour, e os ícones do design Vivienne Westwood e Iris Apfel.

A imagem das mulheres maduras mudou. Quem antes era “velha” aos 60 anos, hoje ainda é considerada “vital”. Tudo isso apesar do padrão duplo aplicado à percepção da idade em homens e mulheres.

O fato se deve à abertura de debates nesse sentido e também a uma sociedade envelhecida, nos quais a expectativa de vida cresce, enquanto as taxas de natalidade ficam para trás.

Cientistas do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicada (IIASA), em Viena, propuseram definir o envelhecimento não mais de acordo com os anos já vividos, mas sim com a expectativa de vida ainda restante.

Hoje não se é mais velho aos 60 anos, apontam os pesquisadores. Ou, dito informalmente: 70 são os novos 50.

A indústria de consumo também tem reconhecido esse fato. Especialistas em marketing há muito compreenderam que os best agers, generation gold, mature consumers – como se denominam os maiores de 60 anos no jargão do setor – são um mercado em crescimento.

Desafios

Apesar disso, ainda há muita discriminação com relação à idade, sobretudo com as mulheres, e em especial no mercado de trabalho. Um levantamento da Agência Federal Antidiscriminação (ADS) alemã revelou, em 2012, que nem a metade das mulheres entre 55 e 64 anos do país possuía um emprego que lhes desse acesso ao seguro de saúde público.

“A discriminação por idade traz custos tremendos para a sociedade, por exemplo, no subaproveitamento dos potenciais de certos grupos etários no mercado de trabalho”, ressalta a diretora da ADS, Christine Lüders.

São essas mulheres bem-sucedidas acima dos 60 anos que têm o poder de mudar essa visão do mundo. E você também, mulher madura e poderosa!

Com informações de Deutsche Welle.

Foto: Brigitte e Emmanuel Macron, primeira dama e presidente da França

1 responder
  1. Edir de Sousa Barra says:

    Tenho 58 anos, nem pensar em aposentadoria, comando equipe com mais vigor físico e mental do que meus assistentes. O conhecimento das pessoas maduras não deveria ser desprezado. Muito menos os que possuem conhecimento acadêmico e vivência!

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