Morar em comunidade afasta solidão sem perda de autonomia

Iniciativa presente em diversos países começa a chegar ao Brasil

Dividir uma casa ou morar num mesmo condomínio não é exatamente do que estamos falando aqui! O que vamos abordar é algo que vai além, uma vida completa em comunidade, conhecida mundialmente como “cohousing” e traduzida para o Português como “co_lares”.

Cohousing é uma forma alternativa de morar, que nasceu na Dinamarca nos anos 60 e existe principalmente na Europa e Estados Unidos. A iniciativa surgiu para aproximar pessoas que compartilham dos mesmos valores a construírem juntas um local para morar, respeitando a autonomia e privacidade de cada família, mas compartilhando espaços e cuidando uns dos outros.

No Brasil ainda não há nenhum co_lar em funcionamento, mas há reuniões de pessoas interessadas em diversas localidades. A responsável por trazer este conceito para o país é Lilian Avivia Lubochinski, arquiteta e urbanista, criadora do Cohousing Brasil.

Lilian explica que a intenção é “recuperar a dimensão tribal, mas na atualidade”. “Queremos recuperar o que se perdeu na Era Industrial, a nossa subjetividade, o cuidar do outro. Vizinhos nós já temos, mas não damos nem bom dia”, completa.

E esse conceito pode ser muito interessante para os 50+, pois como explica Lilian, “a solidão é a pior dor do envelhecimento, mas não queremos perder a identidade nem a privacidade”. Mas a arquiteta destaca: “não é só para mais velhos, é multigeracional”.

E por que não existem ainda comunidades em funcionamento no Brasil? Porque o cohousing é um processo de construção que leva tempo. Primeiro é preciso formar um grupo de pessoas que tenham essa vontade e interesses em comum.

Depois, “existe uma dinâmica que leva pelo menos um ano, para que o grupo aprenda a conversar, a tomar decisão sem que haja perdedores, a viver sem hierarquias, a ter uma comunicação não-violenta e a resolver conflitos”. “Tem um período que precisa de facilitação, que prepara o grupo para ser autônomo”, explica Lilian. Ela é a responsável por realizar essas reuniões e preparar os grupos.

“Tenho semeado o conceito de maneira muito abrangente através de encontros espalhados pelo Brasil, fazendo rodas de ressonâncias. É a melhor maneira de entrar em contato, pois não é uma informação mental, é sensorial.”, destaca.

A arquiteta conclui explicando que as pessoas que procuram esse modo de viver são “otimistas e acreditam num mundo melhor, e precisamos cuidar do bem comum, pois é urgente para a humanidade”.

Se você se interessou e quer saber mais sobre o Cohousing Brasil, acesse a página no Facebook e participe do Grupo de Discussão.

O próximo encontro será na cidade de São Paulo, no sábado 24 de junho.

21 respostas
  1. Maria Inez Carvalho says:

    Boa noite,
    Gostaria de participar quando for promovido um encontro no Rio dr Janeiro.
    Tenho grande interesse neste projeto.
    Obrigada.

    Responder
  2. Marly Benevenuto Lemos says:

    Eu gostaria muito de participar para conhecer. Acho muito interessante esta iniciativa, porém neste sábado já tenho compromisso. Gostaria que me informasse sobre os próximos encontros. Locais, data e horários. Agradeço
    Marly Benevenuto Lemos

    Responder

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