A invenção da bela velhice em discussão na USP

Simpósio trouxe assuntos como resiliência, saúde e economia

O I Simpósio USP – Rumo ao Envelhecimento Ativo lotou o auditório István Jancsó nesta quarta-feira, dia 3, na Cidade Universitária. Pessoas de todas as idades e profissões se reuniram para discutir memória, saúde, economia, resiliência e urbanismo.

O encontro da Universidade de São Paulo (USP) contou com grandes nomes como Mirian Goldenberg, Maria Júlia Kovács, Eduardo Giannetti e Alexandre Kalache, entre outros.

Auditório lotado para acompanhar o Simpósio. Crédito: Elcio Silva.

Para falar sobre Envelhecimento e Resiliência, um dos módulos do encontro que durou o dia todo, expuseram a antropóloga e escritora Mirian Goldenberg e a professora do Instituto de Psicologia da USP Maria Julia Kovács.

Mirian Goldenberg falou sobre a invenção da bela velhice, termo que tem usado há algum tempo em seus livros e artigos na Folha de S.Paulo. A antropóloga pesquisa o público acima de 60 anos e agora está trabalhando especialmente com aqueles acima de 90!

Ela contou que passou por uma crise aos 40 anos, quando foi à dermatologista pela primeira vez e recebeu sugestões de vários procedimentos estéticos. Ali percebeu que estava envelhecendo e começou a questionar a velhice. Com isso lançou o “Manifesto das Coroas Poderosas”!

A escritora destacou que se tem um termo que abrange todas as pessoas é o ser “velho”. “Todos somos velhos, hoje ou amanhã, não importa se é homem ou mulher, branco ou negro, hétero ou homossexual”, disse. “E velho é lindo! Somos livres enfim…”, concluiu Mirian.

Maria Julia Kovacs, a mediadora Ana Cristina Limongi França e Mirian Goldenberg. Crédito: Gustavo Drullis.

A psicóloga Maria Julia Kovács, que estuda o desenvolvimento humano, destacou que, ao contrário do que podemos pensar, o ser humano está em pleno desenvolvimento na velhice. “O humano se desenvolve na infância, na fase adulta e também na velhice!”, explicou.

Ela também destacou os fatores que nossa cultura valoriza nessa fase da vida (experiência, sabedoria, maturidade) e os estigmas (decadência, fim da vida). Também falou sobre o “ageism”, os preconceitos que sofrem os mais velhos.

Após as exposições, o público pôde fazer perguntas que foram respondidas com muita sinceridade e transparência. Para aqueles que não conseguiram sanar suas dúvidas devido ao tempo, a organização se dispôs a intermediar conversas via e-mail com os convidados.

2 respostas
  1. Valdemar says:

    Participei deste SIMPÓSIO e superou todas as expectativas tanto pela qualificação dos palestrantes e temas quanto pela organização geral. Estarei aguardando o II SIMPÓSIO. O nosso País precisa debater e buscar implantar Políticas Públicas para o #envelhecimento urgentemente.

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