Cinco dias perfeitos em Villa La Angostura, Argentina

La Angostura é uma pitoresca aldeia encravada num Parque Nacional. Sabe o que há ali? Vai vendo: montanhas, lagos, rios, cachoeiras, bosques, e passeios em lugares de puro glamour em uma natureza diversa da nossa. O melhor de tudo é que está bem perto de nós na província de Neuquén. Melhor ainda do que a comida e os vinhos dali? Esta poderia ser a pergunta dos viajantes gourmets, então, digamos  que um item completa divinamente o outro, e ficamos quites.


Cada estação do ano em Villa la Angostura tem seu encanto, mas nós escolhemos o outono. Por quê? Por um descanso na medida certa como devem ser as férias mais curtas; pelas árvores que nessa estação do ano ficam com as folhas em tons amarelo, carmim e até rosa, pelo sol ameno, e pela temperatura fresca e agradável.

Para entrar no clima – mas contrariando a ideia de descanso – alugamos uma bike e fomos direto ao coração da vila. Na rua principal ficam as boas lojas de roupas esportivas, e o centro de viajantes que oferecem mapas e opções de passeios. Nos abastecemos de chocolates artesanais, e já saímos pedalando para ver o ‘menor rio do mundo’, o Correntoso – da nascente a foz são apenas uns 200 metros. Nos passeios, se tiver sorte, pode cruzar com a rainha da Holanda. Máxima é uma argentina cuja família possui uma bela casa com vista para o lago, onde o casal real curte passar uns dias.

Na noite anterior, foi tarefa difícil não exagerar nos pratos de carnes de cordeiro ou de javali, nem no vinho, embora os vinhos argentinos estejam cada vez mais investindo na qualidade, o que inclui também baixo teor alcoólico. Então, pudemos encarar subir a cavalo até o topo de uma das montanhas. O percurso é de puro encantamento, e cruza um bosque com árvores centenárias onde o silêncio total nos impressionou até mais do que as coiuhes, lengas e ñires, árvores típicas dali.

Se você curte pesca esportiva está no lugar certo, pois as águas geladas e cristalinas dos rios são criadouros de trutas arco-íris, marrom e a fontinalis. E, se for mais do tipo speed, pode alugar um caiaque para navegar nas águas do lago Nahuel Huapi, nome que significa Ilha do Jaguar no idioma dos mapuches, os primeiros habitantes dali.

Reservamos um dia para conhecer o Bosque de Los Arrayanes, árvores de troncos com especial cor de avelã. A pé são três horas de caminhada, mas pode-se também ir de bike. Optamos por um percurso mais prazeroso a bordo do catamarã Futaleufú, e de onde se tem outro panorama das montanhas e das casas de veraneio, como a renomada El Messidor, refúgio de inverno do governador da província.

Dentre os ótimos restaurantes de la Angostura, destacamos o Viejos Tiempos onde fomos recebidos com caloroso bom dia, pois Pablo, seu proprietário, filho de argentino com mãe carioca, nasceu no Brasil. Ali comemos salada fresca da horta, sopa de abóbora com queijo, e um fumegante cozido de lentilhas com pedacinhos de linguiça calabresa, acompanhado da boa cerveja Alpes, para não dizer que só há vinhos por lá.

Já no Tasca – um rincão basco na Patagônia argentina – como define seu proprietário Plácido, que trocou sua terra natal por este lugar que combina mais com seu nome. Embora ele se recorde, ainda com pavor, que em 2011 toda a região ficou debaixo de 40cm de cinzas expelidas pelo vulcão chileno Pehue.

No Tasca saboreamos um coelho com cenouras que desmanchava de tão macio, e foi servido com um especial vinho torrontês, branco de Salta.


Considere quando ir:
Onde ficar:
Sol Arrayan Hotel & SPA (www.solarrayan.com). Excelentes acomodações em um hotel que privilegia a natureza

Onde comer:
Tasca Restaurante Placido, tel.0294-4495763
Restaurante Viejo Tiempos (www.viejostiemposrestaurante.com)

Passeio a cavalo:
Cavalgada del Tero: terocab@hotmail.com, tel.: 294.15.4510559

Mais informações: www.villalaangostura.gov.ar

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