Golpes por telefone

O assunto já foi bastante recorrente, nunca saiu de cena e agora está se fortalecendo novamente. Os golpes pelo telefone. Leia abaixo artigo do educador financeiro José Vignoli.

Muitos de nós fomos educados em outra época, muitos de nós ainda dizemos bom dia para estranhos nas ruas, muitos de nós ainda levamos nossas vidas com base em valores trazidos de muito tempo. Que bom.

Isso tudo não pode ser desprezado. Ao mesmo tempo, corremos o risco de sermos vítimas de nossas atitudes “elegantes” vendo-nos hoje obrigados a revisar alguns conceitos diante da vida atual em que as pessoas, em geral, não têm a menor ideia de valores e princípios, além de não medirem esforços para alcançar seus objetivos, muitos deles puramente financeiros.

São estes pontos que tem levado muitas pessoas a sofrerem golpes, ainda mais aquelas que foram educadas de forma “diferente”, tendo aprendido a respeitar e a dar atenção às pessoas, mesmo que estranhas ao convívio cotidiano.

Estas atitudes tem resultado em um grande número de golpes que acontecem a todo o momento, principalmente através dos meios eletrônicos e com aqueles que se mostram mais dispostos a ouvir.

Devemos nos lembrar de que ao atender um telefonema oferecendo ou informando algo, temos do outro lado da linha uma pessoa que foi exaustivamente treinada antes de fazer o contato. Este “profissional” passa seu dia telefonando e procurando clientes, ou melhor, suas “vítimas” para conseguir alguma coisa. Soube de um caso em que a mãe de um amigo chegou a ter mais de 20 assinaturas de revistas. A cada telefonema ela concordava com a venda e, assim, confirmava a assinatura de mais uma revista. O filho, ao ver tantas publicações na casa da mãe, resolveu investigar…

Ao sermos muito gentis, o treinado interlocutor sabe muito bem como tirar as informações que necessita para efetuar a venda que, muitas vezes, não é venda, mas puro golpe. Aquela gentil e prestativa pessoa que se identifica como sendo da área de segurança do banco lhe trata com muito respeito e diz que foi detectado um problema no seu cartão. Diante de tanta gentileza pede além de uma série de confirmações de “segurança” que o cartão seja cortado ao meio e que seja entregue junto com a senha ao motoboy que vai passar em sua casa para retirá-lo (neste momento você já terá fornecido o endereço da sua casa nas confirmações de praxe). Sentindo-se acolhido e lembrado pelo banco, nem passaria pela sua cabeça que seu cartão seria imediatamente usado para saques e compras. Ao descobrir que já não tem saldo em conta, nada resta a fazer; afinal, você mesmo entregou o cartão e a senha para o golpista. Não se espante, pois isso não é ficção.

Estes são dois exemplos de muitos outros que rondam a nossa vida atualmente e é por causa de coisas assim que temos que estar sempre espertos, como se diz. Atendendo ao telefone, não dê qualquer informação, ao perceber que se trata de um assunto que não faz parte do seu dia-a-dia, agradeça sem dar nenhuma informação e desligue sem culpa. Caso identifique que a ligação trata de assunto ligado ao banco, cartões ou senhas, desligue imediatamente e entre em contato com seu banco assim que possível.

Não precisamos modificar nosso jeito de ser nem nossos princípios de boa convivência, mas devemos estar sempre alertas para estes golpes do cotidiano.

Caso você tenha achado que nada disso acontece, afinal você é muito “antenado”, não custa dar uma palavrinha com seus pais e avós. No mínimo você estará evitando uma boa dor de cabeça em família.

Fonte: José Vignoli

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