A face e o book

Outro notório exemplo de minha histórica aversão às novas tecnologias é o fato de não ter Facebook. Já sei, não precisa me explicar que ele é uma excelente ferramenta para divulgar seu trabalho, que é o mais eficiente meio de comunicação com todo mundo etc etc etc.

Sei disso. Sei que seu inventor é um jovenzinho muito inteligente, ambicioso e pouco ético que é hoje um dos homens mais ricos do mundo. Que ele tem tanta coisa importante no que pensar que usa sempre a mesma roupa, todos os dias, pra não ter que ver se a calça combina com a camiseta ou o tênis com a mochila. Muito bem, palmas pra ele!

Porque cometo o pecado de não ter Facebook , fico sem saber as novidades dos amigos mais distantes, esqueço os aniversários da família estendida e fico por fora do mundo de hoje com suas particularidades. Não sou alvo de notícias inventadas, não me deixo seduzir pela mais fofa imagem do bebê ou do cachorrinho. Me escapam as piadas, as modas, as trends, e até as novas palavras e expressões que só conhece quem é bom navegador.

Meu marido já se ofereceu pra criar minha página no Face. Fiquei grata, mas neguei livre de culpas. Não consigo deixar de ver o FaceBook como o veículo ideal de vingança de um adolescente rejeitado.

Essa história de todo mundo se exibindo feliz o tempo todo não é papo pra mim. Me sinto constrangida só de ver o que as pessoas postam sobre si mesmas e mais ainda sobre o que dizem dos outros.

As brigas políticas, as baixarias, as mentiras deslavadas, as inutilidades, superficialidades, boçalidades, a estupidez humana elevada a uma potencia inimaginável afronta a educação que recebi em casa.

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