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Edifício em São Paulo oferece moradia e atividades para idosos

Condomínio República da Melhor Idade oferece moradia para idosos em extrema vulnerabilidade social, no bairro do Cambuci, na Capital paulista.

O Condomínio República da Melhor Idade é um projeto da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), iniciado em 2004, que oferece moradia para idosos em extrema vulnerabilidade social, no bairro do Cambuci, na Capital paulista. O residencial, com 66 apartamentos, permite aos moradores convívio com seus núcleos familiares, acesso a uma moradia digna, integração social e, consequentemente, mais qualidade de vida. A Companhia subsidia integralmente as gestões social e condominial, com cessão das unidades para os beneficiados.

Os moradores contam com atividades diárias gratuitas oferecidas pela CDHU. Na segunda-feira, há massoterapia e atendimento social. Na terça, alongamento e palestra sobre saúde. Na quarta, artesanato e massoterapia. Na quinta, oficina de bijuteria, aula de violão, massoterapia. Na sexta, oficina de criatividade, artesanato e aula de violão. De segunda a quinta, também são realizados plantões de atendimento social. Há ainda sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, encaminhamento dos familiares ao mercado de trabalho, orientações sobre orçamento familiar, etc.

Curso de crochê e tricô

Recentemente, a CDHU, em parceria com a Sutaco – Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades, ofereceu um curso de tricô e crochê para 12 moradoras do Condomínio, no próprio local. “Quando eu cheguei aqui, fiquei maravilhada com o espaço e com o projeto em si, que é muito bacana. É um lugar ótimo pra elas se reunirem. Quanto mais interação, melhor, porque essas senhoras não têm a mesma mobilidade que a gente, por exemplo. Apesar de todas já terem certa idade, elas estão correspondendo muito bem”, explica a professora Vera Pinho, que também é cuidadora de idosos.

Maria Lestinge, de 80 anos, é moradora e aluna. Segundo ela, já tinha algum conhecimento de costura. “Aqui, tive a oportunidade de aprender muita coisa que eu não sabia. Não falto em nenhuma aula. É uma terapia. Você não imagina como é gostoso”, declara.

Lydia Évora, de 96 anos, participou das aulas junto com sua filha, Maria Évora, de 65 anos. As duas moram no prédio desde sua inauguração, há 12 anos. Lydia conta que já sabia fazer tricô e crochê. Mesmo assim, ela faz as aulas. “Sempre existem novidades pra gente aprender. Eu gosto muito de fazer xales e mantinhas”, comenta. “Mamãe sempre fez coisas de costura. Então, o tricô eu já sabia um pouco, mas o crochê não. Aprendi tudo nesse curso. Eu tinha uma dificuldade imensa, mas aqui eu consegui. Venho em todas as aulas com ela”, diz Maria. “É um momento de distração, principalmente pra minha mãe, que já é bem velhinha”, completa a filha.

Beneficiados

A seleção dos idosos, entre titulares e suplentes, segue os seguintes critérios: ter mais de 60 anos; ser acompanhado obrigatoriamente de cônjuge e/ou familiares, com no máximo quatro pessoas por unidade habitacional; ser independente no desempenho de atividades diárias; comprovar renda individual entre um e dois salários mínimos; e ter renda familiar total entre um e cinco salários.

Em caso de morte do beneficiado, se o parente ou acompanhante tiver mais de 60 anos, ele será atendido desde que cumpra os critérios do programa. Caso contrário, o acompanhante deverá deixar o apartamento em um prazo de seis meses.

Assista à reportagem do SPTV sobre o Condomínio República da Melhor Idade

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