Aposentados japoneses estão retornando ao trabalho Viver Agora

Aposentados japoneses estão retornando ao trabalho

Fabrica Nishijimax faz acordos com veteranos aposentados para que eles voltem a ativa.

A Nishijimax, fabricante japonesa de máquinas e ferramentas para a indústria automobilística, está lutando para encontrar trabalhadores. Esse se tornou um problema comum nos últimos cinco anos. A solução da empresa, localizada em Aichi, está sendo os acordos com os veteranos aposentados.

Ela está propondo que alguns voltem à ativa. Mais de 30 dos seus 140 funcionários têm acima de 60 anos. O mais antigo tem 82. “A eliminação de pessoas qualificadas é um desperdício”, diz o gerente Hiroshi Nishijima, “Se eles querem trabalhar, serão bem-vindos.”.

O número de trabalhadores estrangeiros subiu em 2015 para um recorde de 2,2 milhões no Japão, mas isso está longe de ser suficiente para preencher a lacuna trabalhista. Em vez de abrir mais as portas aos imigrantes, o país está tentando fazer mais uso de seu próprio pessoal capaz de trabalhar.

As grandes empresas no Japão estabeleceram, em sua maioria, uma idade de aposentadoria obrigatória de 60 anos, principalmente como forma de reduzir os custos da folha de pagamento. Mas outras empresas são menos rigorosas. Aproximadamente 12,6 milhões de japoneses com 60 anos ou mais agora optam por continuar trabalhando, contra 8,7 milhões. Dois terços dos japoneses acima de 65 anos dizem que querem permanecer remunerados, de acordo com uma pesquisa do governo.

A idade de aposentadoria real para os homens no Japão está por volta dos 70 anos. Na maioria dos países, as pessoas normalmente param de trabalhar antes da idade em que se qualificam para uma pensão estatal.

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O envelhecimento da força de trabalho do Japão é claramente visível. Idosos são cada vez mais vistos dirigindo táxis, servindo em supermercados e até mesmo guardando bancos. Os patrões também estão ficando mais velhos. O presidente da Mitsubishi Corporation, Mikio Sasaki, tem 79 anos. Masamoto Yashiro, presidente e CEO do Shinsei Bank, tem 87. Tsuneo Watanabe, editor-chefe do jornal de maior circulação do mundo, Yomiuri Shimbun, é um entusiasta de 90 anos de idade.

É inevitável que as pessoas permaneçam na força de trabalho por mais tempo, diz Ken Ogata, presidente da Koreisha, uma agência que fornece empregos temporários, exclusivamente, para pessoas com mais de 60 anos. Ele observa que o país tem pouco apetite para importar trabalhadores, por isso terá de fazer mais uso de pensionistas, mulheres e robôs. Muitos daqueles que encontram trabalho através de Koreisha eram funcionários da Tokyo Gas, o maior fornecedor de gás natural do Japão para casas. Eles fazem o mesmo tipo de trabalho agora na leitura e explicando o uso de aparelhos para os proprietários. “Eles têm tanta experiência e conhecimento que podem ser aproveitados”, diz Ogata.

Esses trabalhadores também podem ser mais baratos. As empresas muitas vezes contratam aposentados de volta com contratos não-permanentes, oferecendo salários mais baixos.

Fonte: IPC.digital

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