A vida e o tempo

Até o que a gente sabe, a nossa passagem aqui na Terra é dividida em três tempos. O primeiro deles é dedicado à nossa formação, à educação escolar, universitária, profissional e, eventualmente, a uma pós-graduação. Esse tempo varia de 15 a 25 anos, dependendo do interesse de cada um em aprender mais e melhor sobre as coisas.

O segundo tempo é aquele que dedicamos ao trabalho, a uma profissão, que nos garante a remuneração para sustentar a família e, para poucos, construir um “certo” patrimônio. Esse tempo consome de 30 a 40 anos de nossas vidas.

O terceiro tempo corresponde à aposentadoria, quando nos retiramos do trabalho para o merecido descanso. É bem verdade que em tempos cabeludos como estes em que vivemos, só os privilegiados conseguem parar de trabalhar para desfrutar a vida. Esse tempo é variável e, considerando a expectativa de vida hoje no Brasil – que está acima dos 75 anos-, estamos falando num período que varia de 30 a 35 anos.

Já temos notícias de pessoas que viveram mais de 120 anos. A francesa Jeanne Calment nasceu em 1.875 e faleceu em 1.997, aos 122 anos e o indonésio Mbah Goto nasceu em 1.870 e morreu em abril deste ano aos  146 anos.

Essa é a longevidade natural, mas existe outra que está em curso, alimentada pela ciência e pela tecnologia. Pesquisadores afirmam que, em breve, não vamos mais conseguir separar os três tempos da nossa vida, porque um vai se sobrepor ao outro, sem uma distinção de onde um para e o outro começa, ou seja, vamos estudar muito mais, trabalhar muito mais e usufruir muito mais da vida, porque provavelmente vamos permanecer mais tempo por aqui do que os nossos pais e avós.

É conhecido o fato de que existem lugares onde a população de longevos está acima da média, especialmente na Ásia. Portanto, não é novidade o resultado de um estudo recente, patrocinado pelos governos dos Estados Unidos e da Inglaterra, de que a população feminina da Coréia do Sul, por exemplo, vai viver mais de 90 anos a partir de 2.030. Se agregarmos à longevidade natural, os avanços que o desenvolvimento tecnológico anuncia, temos que nos preparar para estabelecer uma nova relação entre a vida e o tempo, onde a longevidade será medida a partir de séculos e a imortalidade estará muito mais próxima do que a gente pensa.

Quem duvida pode consultar os futuristas e os transumanistas Acredite se quiser.

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